sábado, 28 de junho de 2008

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Deitado no pequeno sofá de dois lugares, encolhido sob um cobertor azul, não assisto um programa qualquer que passa na TV. Atenção fraca às coisas em volta, calor, frio, saudade. Minha falta de ação me põe triste, essa tristeza mínima causada pelo tédio. "Meu dia foi bom, pode a noite descer. A noite com seus sortilégios. E encontrará lavrado o campo, a mesa posta, com cada coisa em seu lugar". E sim, lembrei, aliás, como usualmente lembro, de uma pequena e bela poesia para fechar um dia que, a despeito da falta de ação e do tédio instalado de umas horas para cá, foi fantástico.  Reclamar do dia de hoje seria desonesto comigo mesmo, portanto, agradeço. Que o tédio que tenho agora sirva apenas para mostrar o quanto eu sinto a falta de algo que, para mim, tem importância soberana.
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